segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Não sou mais a mesma.

Cheguei a conclusão de que não sou mais eu. O tempo passa e a cada dia novos sofrimentos, aprendizados, lições.
De cada pessoa que conheci até hoje roubei um pedacinho. Claro, é egoismo da minha parte. Mas quando surgem lembranças percebo que sou mais os outros do que a mim mesma.
Seria loucura me chamar de monstro, mas é inevitável a comparação. Monstro não por que faz maldade, mas por não ser eu mesma. De certa forma matei o meu verdadeiro eu.
Talvez robô seria a palavra mais adecuada para explicar. Sabe aqueles de filmes? Um pedacinho de sucata, outro de um automóvel novo no desmanche, uma peça de computador usado.
Me sinto um pouquinho de cada...
E como faço para voltar a ser eu mesma? Claro que ainda tenho muito de mim, mas me sinto incompleta. Como se tivesse algumas peças trocadas. Como um motor velho que funciona bem, porém muitas vezes falha.
Talvez o que esteja faltando é gasolina, energia, impulso, encorajamento.
Não é querer tudo nas mãos, mas me sinto enferrujada, falta óleo.
Eu quero ser um robô moderno. Fazer, acontecer, conhecer, aprender, ensinar, viajar, amar, chorar, sair.
Rotina é o que menos me agrada.
Eu só quero continuar minha missão.

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