Do nosso tempo, um retiro.
Seu corpo era meu retiro favorito aos finais de semana. Eram aqueles dois dias que me permitiam desconectar do mundo. Montávamos um templo e éramos inundadas de amor. Todas as vezes em que gargalhávamos na sacada daquela casa, enroladas em um lençol branco e dividindo um cigarro, enquanto o vinho rosé descia queimando pela garganta… todas essas lembranças ainda vivem em mim.
E tu dizias que meus olhos incendiavam como meu corpo. Eu te devolvia os elogios com um sorriso largo e, em seguida, um beijo demorado daqueles que fazem as mãos, cheias de fome, puxarem automaticamente pela cintura.
E tu dizias que meus olhos incendiavam como meu corpo. Eu te devolvia os elogios com um sorriso largo e, em seguida, um beijo demorado daqueles que fazem as mãos, cheias de fome, puxarem automaticamente pela cintura.
Por vezes, ficávamos horas filosofando sobre os encontros e desencontros da vida. E, ao retornar para a cama, ritualizávamos a coreografia do corpo que, cada vez mais, desejava pertencer.
Em um entardecer de outono, você chorou ao me olhar e disse que eu era a reza mais bonita que tinha pedido às deusas. Eu chorei ao te escutar me amando e me oferecendo tanta ternura. Eu tenho para mim que, naquele instante, éramos as únicas mulheres no mundo verdadeiramente abençoadas.
Nós éramos tanta coisa… e só nós saberíamos ser tanto assim.
Nós éramos tanta coisa… e só nós saberíamos ser tanto assim.
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