domingo, 14 de julho de 2013

O que restou ...

Diante de mim a uma gota doce de um sentimento amargo, pois ainda ha algumas peças de roupas jogadas pela casa, fotografias no fundo de uma gaveta, alguns presentes que ainda não me desfiz. Encontro espinhos por toda parte e em qualquer lugar que eu vá e que me venha você a memória. Eles perfuram cada parte do meu corpo fazendo com que o sangue se espalhe por este chão frio onde pisamos juntas cada vez que andavamos em plena sintonia. Ando como se cada orgão do meu corpo ficasse em algum lugar diferente dessa cidade. Dificil lidar com a situação quando a vida nao me permite fazer o que ha de melhor.
Então entro em uma zona de conforto, acho que me conformo em me isolar e saborear um pouco dessa dor insuportável que você deixou. Mas não se abale quando me ver com um olhar vazio e um sorriso qualquer. Pegue uma faca e me reabra ao meio e se puder devolva meu orgão mais importante para minha existência e sobrevivência pois já deixei de existir a um certo tempo.