segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Relatos de um adeus!

Foi estranho como tudo foi se acabando, na verdade nem sabemos ao certo se acabou pois o sentimento invasor fica dentro da gente como primavera, que de tempos em tempos floresce para mostrar que aqui você ainda existe. 
Lembro-me que você sempre insistia para que eu escrevesse sobre você, e hoje em meados de 2017 estou te descrevendo, quase seis anos depois. Talvez não como você gostaria mas cá estou. E me vem milhões de memórias e recordações de nós, da nossa velha casa e da nossa recente vida. Penso comigo: será que você ainda me lê?
Talvez perder você foi a maior perca, ou certamente foi a maneira de nos encontrarmos dentro de nós. A maior nostalgia que sinto é dos nossos olhares no sofá daquela sala onde você buscava sempre me acalmar de todo o caos, de toda tempestade. Você sempre foi boa nisso! Na verdade você sempre foi a única. É, errei muito, erramos! Mas eu te sinto e acredito que mesmo pouco, você também me sinta. E isso é o que resta de nós e a única coisa que restará nessa eterna caminhada. Olha só você "namorada", hoje virou poesia. Isso te faz viva aqui. Agora vou indo para não mais voltar, deixei meu carinho registrado pra não se esquecer onde nasce e morre todo o amor.